domingo, 12 de março de 2017

O SENTIDO DAS PALAVRAS















 


O SENTIDO DAS PALAVRAS

"As palavras só têm sentido se
nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras
para melhorar os olhos."

[Rubem Alves]


Devemos filtrar nossos pensamentos ficando só com os bons.
Não só de atitudes e ações adoecemos,
senão também do que pensamos.
Pensamentos maus, fazem mal.
[m.m.s.]

Quanto mais um homem descrê mais quer discordar;
quanto menos conhece mais quer argumentar;
e quando se diz descrente total, mais quer provar
o improvável por humanas provas.
É como se tentasse mover a terra com uma alavanca;
ou sobreviver a uma travessia no deserto sem água.
[m.m.s]

sábado, 11 de março de 2017

Ó NÃO TE QUEIXES... (Com a parte II - Poema completo)






















Ó NÃO TE QUEIXES... (Com a parte II, poema completo)

Mauro Martins Santos

- I -

Sim, na vida tudo passa tudo há de passar...
Como neste meu fado de memória dolente
Na alma abalada e de memória comovente
O Tempo em forma de poesia este vai levar!

A poesia, lenitivo aos queixumes que gestou:
Ó “não te queixes... Não o faças”, tens razão,
“Inda que verdadeiros os motivos do coração”
Não te preocupes querida a poesia me libertou.


- II -

E o vento palavras traz de um tempo distante,
D’algum alfarrábio inserto na memória:
Escrevo por amor às letras e não me afasto disso,
Ouso compor poesias que versem alguma história...

Minha querida e aos poetas todos que revoam
Translúcidos, pássaros canoros neste caminho,
Digo que tento o verbo conjugar no presente:
Há tal vontade no poeta, que em sua alma viva;

Lego a conjugação: “queixar ou lembrar” à missão
Não no pretérito-mais-que perfeito que é o passar
Do passado; mas no pretérito perfeito pronta ação,
Acabada sem resquício ou letargia além do versejar.

Que a alvorada me venha no futuro deste presente
Que o atual murmúrio da vida não me alcance mais;
Coração alegre pela vida e para a queixa abstinente,
Que a queixa fique no passado e não retorne jamais!

quinta-feira, 9 de março de 2017

ACREDITO QUE SOMOS UM ELO INDIVISÍVEL

ACREDITO QUE SOMOS 
UM ELO INDIVISÍVEL





William Ricketts (1898-1993) era um oleiro e escultor autodidata que tinha uma ligação pessoal com os povos aborígines do continente australiano. Ele nasceu no subúrbio de Richmond, Victoria, mas freqüentemente fazia viagens para viver entre os Pitjantjatjara  e Arrernte, povoados da Austrália central.

O Santuário William Ricketts é o lar de 92 destes monumentos. 
Eles preservam espaço para aqueles que mantêm uma existência harmoniosa com o meio envolvente diante de um mundo modernizante. 

Ele nos deixa com estas palavras:
"A espiritualidade é eterna e eu quero que o povo considere este santuário exatamente dessa forma, atemporal e eterno. Todo o meu trabalho expressa reverência para a vida eterna. 
Eu acredito que somos um elo indivisível 
ligado com tudo que é vivo e não pode ser separado.




















                                   
                           Crédito para todas as imagens de aborígenes 
                                               da Austrália: Arteide.




************* 

Que não se parta ainda o elo da abissal eternidade,
Nem o feixe de luz - e a elevada força se transcenda,
Antes que se rompa o insondável enigma da verdade.
[m.m.s.]


Foto
Mulher indígena caiapó, brasileira.
Repare-se os traços faciais e cabelos asiáticos.






Representação artística - mulher indígena USA.

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Que não se quebre ainda o fio


Que não se quebre ainda o fio,
Nem fim da esperança, que dure na memória
Debaixo da luz do cair da tarde,
(...)
Que não se detenha ainda mesmo
O incorruptível curso do tempo
E que as águas transcorram...

As mesmas águas que nos levam:
Luminosas e amargas;
Enquanto durar meu canto.

José Ángel Valente, in ”Que no se quiebre todavía el hilo”.


Livre tradução

M. Martins Santos

GUERREIRAS - DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES - PARABÉNS



Mulher
"Sem ser lugar comum", 
pois tu és incomum.
*


MULHER, que com competência
vêm mudando a face do mundo com sua beleza.  
Não é de sua índole a violência,
mudando com delicadeza nossa existência.
Quem a acha frágil não lhe conhece a nobreza!
São aguerridas na luta do dia a dia,
Sempre usando carinho e suavidade,
Anjos nos mistérios da maternidade,
Período que ficam encantadas e mais belas.
Quando cantam aos filhos, elas
renovam nosso mundo de esperanças,
Parece sermos nós as crianças...

Doces e queridas vencedoras.
Mulheres, seres inigualáveis e por tudo
Que nos representam são  tão adoráveis:
Obrigado por existirem - em todos os momentos
Trazerem-nos o amor e encantamentos;
Tu mulher, nos acompanha desde o princípio: mãe;
O trajeto pela vida: como esposa querida;
E ao fim, desta humana lida, meu desejo:
de estar em teus braços é o que almejo!



Feliz Dia Internacional da Mulher!


[Mauro Martins Santos]




terça-feira, 7 de março de 2017

NÃO TE QUEIXES

Não, não te queixes
quando tens para onde voltar...




















Não te queixes...
Sim, na vida tudo passa tudo há de passar...
Como neste meu fado de memória dolente
Na alma abalada e de memória comovente,
O Tempo em forma de poesia este vai levar!

A poesia, lenitivo aos queixumes que gestou:
Ó “não te queixes... Não o faças”, tens razão,
“Inda que verdadeiros os motivos do coração”
Não te preocupes querida a poesia me libertou!


[Mauro Martins Santos]

segunda-feira, 6 de março de 2017

OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO



A poesia diz verdades como as folhas que caem na superfície de um lago.

[Mauro Martins Santos]


*



OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO

.....................
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? 

Teus ombros suportam o mundo 

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
.....................




[Carlos Drummond de Andrade]

sábado, 4 de março de 2017

JARDÍN BOTÁNICO - ARGENTINA [BUENOS AIRES]



JARDÍN BOTÁNICO - ARGENTINA
Por * Maria Cristina Garay Andrade, em 4 março 2017  em Criação de Imagens

Ubicación: Av. Santa Fe, Av. Las Heras y Rep. Árabe Siria, Buenos Aires
Años: 1881 (casona); 1892-1898 (proyecto e inauguración); 1900 (invernáculo)
Autores: Arq. Paisajista Carlos Thays; Ing. Jordán Wysocki y Pedro Serechetti (proyecto y construcción casona)
Monumento Histórico Nacional (1996)


En este bello proyecto, el paisajista francés Carlos Thays sumó a su habitual excelencia en el diseño una propuesta cientificista en donde se aúnan la botánica y la aclimatación de especies, incorporando por primera vez al paisajismo local los más bellos árboles nativos, como tipas, lapachos, jacarandáes, palos borrachos, ibirá pitás, horcos, carnavales o cebiles, entre muchas otras variedades. El predio de disposición triangular presenta un diseño de estilo compuesto, combinando en su traza el geometrismo francés de arbustos regimentados y macizos de flores con la disposición pintoresca inglesa. El sector geométrico se desarrolla paralelo a la avenida Santa Fe, mediante un eje que une la entrada de Plaza Italia –resaltada con araucarias–, los estanques de plantas acuáticas y un bosquecillo de diferentes tipos de palmeras que da paso a los compartimentados jardines con parterres donde se ubican las esculturas “Los primeros fríos”, de Miguel Blay Fábregas; “Saturnalia”, copia del bronce de Ernesto Biondi, y un “Mercurio”, entre otras obras. El eje se completa con la casona ladrillera de estilo victoriano –utilizada por la familia Thays durante el paso de éste por la Dirección de Paseos– y el gran invernáculo de hierro y vidrio, frente a los cuales se dispone el acceso principal, rematando en la rotonda con el Indicador Meteorológico diseñado por el arquitecto José Markovich y donado para el Centenario por la colectividad austro-húngara, en el sector de coníferas y cactáceas. El trazado regular se extiende hasta el ingreso sobre República Árabe Siria mediante diagonales, pérgolas y un canal con puentecillos rústicos, sector en donde se ubican las estatuas “IV y V tiempos de la Sexta Sinfonía de Beethoven”, de Leone Tommasi; “El despertar de la Naturaleza”, de Juan de Pari, y “Sagunto”, de Agustín Querol. A partir de este eje ordenador se liberan los senderos irregulares con amplias curvas y óvalos que concluyen en la barranca natural del terreno y en la escalinata con palmeras del acceso de avenida Las Heras, en cuya conformación se destacan ejemplares de robles, ficus y eucaliptus, y las obras “Flor indígena”, de Gonzalo Leguizamón Pondal, y “Pureza”, de Alfredo Bigatti.



 * Maria Cristina é argentina,  escritora e poeta, confreira no site PEAPAZ 
[Poetas e Escritores do Amor e da Paz