terça-feira, 18 de abril de 2017

segunda-feira, 17 de abril de 2017

OS MAIS FELIZES...



OS MAIS FELIZES

As criaturas mais felizes, não são aquelas que têm tudo o que você deseja ter e não tem.
São aquelas que na janta só tomam sopa, por escassez financeira e dizem convictamente, como o grande escritor e educador Rubem Alves dizia que: “Sopa é a melhor comida do mundo, e a comeria com gosto a vida toda”; acho que até por isso setorizou dentro de um restaurante que montou em Campinas-SP, uma - casa de sopas.

Essas mesmas pessoas, adquiriram também o hábito e a técnica de fazer saladas, as melhores saladas com algumas sobras e pedaços de vegetais. Enfim elas sempre procuraram fazer e ver o melhor que lhes chega às mãos. E não é por que viram isso em programa de televisão... Os turnos no trabalho do casal, não lhes fornece tempo para isso. É mesmo por pura necessidade, de pais para filhos e de avós para netos.

Meu velho pai que era sapateiro e celeiro ensinou-me “uma lei de sobrevivência”: quando em casa não havia quase nada para comer 
[ não havia geladeira, nem televisão, nem sofás, o aparelho de mais luxo era um fogão a gás] que mamãe ganhou do filho mais velho - que está hoje com 89 anos. Papai, se em casa tivesse um ou dois ovos, um pouco de farinha de milho, gordura [banha] e sal, alguns pedaços de queijo duro, não sei como... ele fazia bolinhos! Salada, ele fazia de qualquer hortaliça, da pequena horta do quintal. Se por acaso tivesse entrado algum dinheiro da sapataria, ele comprava alguns mantimentos e fazia sua sopa de macarrão no caldo de feijão [com pedacinhos de carne ou linguiça e batatas] e era uma delicia. Papai gostava muito de cozinhar, e nisso aprendi a me virar também.

E ao longo do caminho, nunca me achei menos que ninguém, nem um derrotado crônico sem possibilidades de vencer na vida. Ele mesmo dizia: “O sol nasce para todos, para ricos e para pobres”, e... “A honestidade e a verdade é o carro-chefe da vida, quem tem esses atributos nunca ficará sem guarida”.

Sem nenhuma pretensão de auferir ditames disfarçados em lições - a felicidade geralmente é procurada além-mares, enquanto a perdemos dentro de nós e em nossos lares. Isto quer dizer simplesmente que sempre pomos nossa pretensa felicidade naquilo que não somos e nunca a pomos no que somos e onde estamos. 

Quando temos algo, não lhe damos valor; esse algo pode reluzir para outro e cobiçamos o que está fora de nós, e só daremos valor ao que temos se o perdermos. É um pensamento drástico, mas reflete de modo imediato, o tamanho da felicidade que temos e não a vemos: imagine-se perdendo tudo o que você possui até agora: bens e pessoas que ama.
Há cegos que não querem ver, preferindo se lastimar, contribuindo para um mundo de lamúrias e mais triste. E lamentos não acrescentam um miligrama de simpatia por você. Para estes, parece que só a vida com seus desenlaces conseguem abrir-lhes os olhos, sobre as cinzas do que tinham e perderam.

Escrevi certa vez em uma coletânea de pensamentos que: a felicidade é respirar na superfície. Realmente, se estivermos por circunstâncias várias, no fundo de um abismo ou de um carro que caiu em água profunda e escura, só vamos respirar ao atingir a superfície onde se descortina o planalto ou a margem, e só aí sorrirmos gratos e aliviados.
Em situações mais amenas, a Felicidade é feita de doces e voláteis momentos. Daí o comum ao dizer-se “colecionar os bons momentos, os doces momentos”, para que existam no maior número possível, como em um álbum de figuras.

Felicidade é cultivar como flores os bons sentimentos. Ter um grande amor por alguém, fazer amigos, ter perseverança e fé na existência do Bem. Tome como uma Graça “de graça”, o presente de Deus repleto de seres maravilhosos que você ama e que amam a você também. Veja nisto tudo momentos continuados de felicidade, aceitando as dádivas que lhe chegam. Goste da Vida como dom, e de sua vida pessoal, e do espaço que você ocupa no mundo como ser único, ímpar, sem igual.

Todos nós passamos por situações as quais imaginamos que entramos em um túnel sem saída, mas senti-me gratificado por possuir a atitude mental da razão positiva - nos piores momentos da vida - mas que me vieram na medida certa. Como uma luz na escuridão, uma forte corda como auxiliar para sair do abismo. Ao sair à superfície senti-me mais habilitado ao enfrentamento das armadilhas e com abençoado direito de receber sempre mais força para vencer.

Se não tenho tudo o que quis, dou graças e amo tudo o que tenho: amor, amizades, filhos e netos, fé no Eterno Pai e Sua distribuição dos Talentos [Parábola de Jesus] que se me torna o suficiente para a Felicidade humana tão limitada pelo Tempo.



BELEZAS DA NATUREZA: IMAGENS INCRÍVEIS DE VULCÃO EM ERUPÇÃO NA GUATEMALA


Posted: 16 Apr 2017 05:47 AM PDT
Albert Dros, um fotógrafo holandês especializado em paisagens, já pode acrescentar uma “série de fotos perfeitas” em seu portfólio.
Sua fascinação pela natureza o levou até uma cidadezinha chamada Antigua Guatemala, na Guatemala, para fotografar o vulcão ativo Fuego, que entrou em erupção.
Mas, para Albert, a tarefa era ainda mais ambiciosa.
Seu objetivo, na verdade, não era apenas capturar a fúria do vulcão, mas também alinhá-la à Via Láctea e, assim, criar um cenário único.

Planejamento é a fórmula do sucesso

O fotógrafo planejou tudo o que teria que fazer para alcançar o seu objetivo, usando as ferramentas que tinha, semanas antes de partir para a Guatemala.
“Primeiro, usei Photopills (aplicativo para planejar fotos de paisagens) para descobrir a posição da Via Láctea. Depois, usei as ferramentas que encontrei online para conhecer melhor o vulcão por meio de imagens, registros de atividades recentes e webcams.
Por último, liguei várias vezes para a estação de meteorologia local, quando cheguei no país, para obter recomendações sobre as condições climáticas acima de 3 mil metros de altura. Só parti para tentar minha sorte com meu objetivo quando a previsão era de céu limpo em combinação com várias outras atividades.”

A lista de 4 fatores de Albert Dros

O fotógrafo fez uma lista com os 4 fatores essenciais para que ele obtivesse sucesso em sua empreitada:
  1. A data certa em que a Via Láctea surgiria próxima ao vulcão Fuego, vista do vulcão Acatenango. Isso aconteceu no final de março;
  2. Uma noite de céu limpo, sem nuvens;
  3. Proximidade à lua nova para melhor visibilidade das estrelas;/li>
  4. E o mais importante: sorte para conseguir boas erupções de lava na hora em que as estrelas estivessem aparentes e mostrassem o contraste enorme que esperava capturar com suas lentes.
Para conseguir a foto perfeita, o fotógrafo teria que estar atento durante o momento mais escuro do pôr do sol e o momento mais claro do nascer do sol.

A escalada até o vulcão Acatenango

Depois de uma escalada bastante íngreme, Albert chegou ao topo do vulcão Acatenango no dia seguinte.
Por ter chegado antes do pôr do sol, havia muitas nuvens no céu, o que dificultava a visão do vulcão Fuego.
No entanto, as nuvens se moviam rapidamente e, por causa de seu planejamento, Albert sabia que o céu ficaria limpo.
“Quando vi o Fuego em erupção e o som poderoso que ele produzia, fiquei paralisado. Foi incrível. Era literalmente uma das coisas mais impressionantes que eu já havia visto na natureza. As fotos finais foram o resultado de planejamento e sorte!”

Prepare-se para uma overdose de beleza

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domingo, 16 de abril de 2017

A BELEZA DE 20 IGREJAS EM ABANDONO NO MUNDO

A BELEZA DE 20 IGREJAS ABANDONADAS, NO MUNDO


sexta-feira, 14 de abril de 2017

LETRA POÉTICA DA MÚSICA EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ DE VINICIUS DE MORAES

EU NÃO EXISTO SEM VOCÊ/ EU SEI E VOCÊ SABE


Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você!


OS 10 MAIS BELOS POEMAS DE VINICIUS DE MORAES



Os 10 mais belos poemas de O Poeta Não Tem Fim, Coletânea Vinicius de Moraes.

*Coleção esta feita para o livro O Poeta Não Tem Fim, nada impedindo que existam outras escolhas para os poemas de Vinicius. (m.m.s)

Vinicius de Moraes: o grande poeta do amor. Consagrado por seus sonetos, o cognominado "Poetinha" é, sem dúvida, um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos – não só pela quantidade enorme de escritos, mas também pela beleza de seus versos. Vinicius fez parceria com muitos dos grandes músicos da MPB e da Bossa Nova, o que fez com que muitos de seus poemas fossem musicados e eternizados, também, pela música. Junto a Tom Jobim, chegou a Sinatra e outros ícones do canto e voz mundial.

Poemas essenciais do eterno Vinicius de Moraes:

A uma mulher

Quando a madrugada entrou eu estendi o meu peito nu sobre o teu peito
Estavas trêmula e teu rosto pálido e tuas mãos frias
E a angústia do regresso morava já nos teus olhos.
Tive piedade do teu destino que era morrer no meu destino
Quis afastar por um segundo de ti o fardo da carne
Quis beijar-te num vago carinho agradecido.
Mas quando meus lábios tocaram teus lábios
Eu compreendi que a morte já estava no teu corpo
E que era preciso fugir para não perder o único instante
Em que foste realmente a ausência de sofrimento
Em que realmente foste a serenidade.
Eu sei que vou te amar/Por toda minha vida
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida
Eu Sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar,
Mas cada volta tua há de apagar
O que essa ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver a espera
De viver ao lado teu
Por toda a minha vida.

A felicidade

Tristeza não tem fim
Felicidade sim…
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou da jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim…
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.
A felicidade é uma coisa louca
Mas tão delicada, também
Tem flores e amores de todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo isso ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato sempre dela muito bem.
Tristeza não tem fim
Felicidade sim…
Soneto do amor total
Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.

Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.




Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei… tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz perenizada.

Soneto do amor maior

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma…
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade
o olhar extático da aurora.

Da solidão

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

 Soneto da fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


Eu Não Existo Sem Você - Nana Caymmi ( legendado )